quinta-feira, 23 de setembro de 2010

“Um país se faz com homens e livros”

Muito tem se falado sobre o poder da educação, no que diz respeito a sua capacidade de transformação cultural, social e econômica de um país.

Diante dessa constatação, o poder público vem desenvolvendo uma série de políticas com o objetivo de universalizar e melhorar a educação a qualidade da educação nacional.

Tais esforços são positivos e já apontam para resultados mais promissores nos próximos anos.

No entanto, a educação é um processo muito complexo para que seja transformado apenas pela implementação de novas técnicas de avaliação, melhoria de condições físicas da escola e do acesso a livros didáticos e literários. Entendo que para tanto, haja a necessidade de uma mudança de paradigma na educação.

Paulo Freire dizia que a educação é um processo de humanização e que antes de aprendermos a ler as palavras é necessário que saibamos ler o mundo. Ou seja, não basta que nossos alunos saibam ler um bom livro. É necessário que eles tenham a capacidade e a criticidade de extrair dele, todo o conhecimento que dele vem.

Desta forma, educando alunos capazes de transpor e utilizar o conhecimento adquirido nos livros, na realidade que estão inseridos, estaremos formando agentes de transformação. Sujeitos capazes de construir uma realidade mais justa, em que a democracia, a cidadania e a equidade sejam presentes, verdadeiramente!

Ana Paula Goulart

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Atenção mulheres!Antes de comprarem “bolsas”... Verifiquem o “forro”!!!

Ana Paula Goulart

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Irrita-me perceber que junto à condição inerente ao homem, de viver em sociedade, esteja intrínseca a hipocrisia.

A hipocrisia em usar as pessoas como se estivesse sendo gentil. Mascarando assim, seus verdadeiros interesses em estar com o “outro”, em determinado momento.

Não que os interesses não sejam válidos para as relações. Eles são. Afinal, nos relacionamos com interesse em trocas, seja de sentimento, afeto, companhia ou atenção.

O que me aborrece são as sanguessugas, que como vampiros sedutores sugam nossa energia em causa própria.

No fundo de minha alma compadeço-me pela ingenuidade dos hipócritas, por acharem que enganam alguém, quando na verdade estão, o tempo todo, enganando a si mesmos.

Ana Paula Goulart

sábado, 14 de agosto de 2010

Mãe,se um dia, na solidão do seu quarto, surgir à dúvida se a sua caminhada valeu a pena, olhe para trás!
Mas olhe com carinho!!!Foi uma caminhada difícil...
Muitas vezes pensou que não fosse suportar
No entanto, com a fé em Deus, com o coração cheio de amor, a mente tomada pela dignidade e a alma repleta de esperança, você foi capaz de vencer!
Contou sim, com o apoio de parentes queridos, com a força dos amigos. Mas, a coragem e a vontade de vencer, vieram de você mesma.
Pense.....Você só foi capaz porque nunca desistiu e porque tinha a convicção de que mesmo que não tenha sido feliz o bastante, seus filhos poderiam ser...
Para tanto...Cuidou, educou, amparou e nos amou verdadeiramente.
Não ignore os obstáculos pelos quais passou, mas, lembre-se que foi capaz de superá-los
Quando pensamos em você, pensamos em afeto, em colo, em bronca e em porto-seguro. Mas, acima de tudo, pensamos em você como um exemplo de vida.
Por isso, desejamos que seja feliz e que a sua luz nunca se apague!!!
Ana Paula goulart

sábado, 5 de junho de 2010

Invictus
Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

Autor: William E Henley


terça-feira, 1 de junho de 2010

Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos (relacionamentos) são de dois tipos: há os casamentos do tipo Tênis e há os casamentos do tipo Frescobol.


Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam mal. Os casamentos do tipo Frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa. Explico-me.

Para começar, uma afirmação de Nietzche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: "Ao pensar sobre a possibilidade do casamento, cada um deveria se fazer a seguinte pergunta:
"Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até sua velhice?"
Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.

Sherezade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, e terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O Império dos
Sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, Sherezade o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da
eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras.

E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes. Fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo:
"Eu te amo". Barthes advertia: "Passada a primeira confissão, eu te amo não quer dizer mais nada". É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia
Prado: "Erótica é a alma".
Tênis é um jogo feroz. O objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: O outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, é justamente para aí que ele vai dirigir sua cortada. Palavra muito sugestiva - que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

Frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra. O erro de um, no frescobol, é um acidente lamentável que não deveria ter acontecido. E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...

A bola: são nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho prá lá, sonho prá cá....
Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão.. O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração.

O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres ao vento. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha, para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para
que o jogo nunca tenha fim...
"Rubem Alves"
Ninguém aqui é puro
Anjo ou demônio
Nem sabe a receita
De viver feliz
Não dá prá separar
O que é real do sonho...
"Carlos Colla"